DOT Think

Quem é responsável pela aprendizagem dentro da empresa?

Escrito por Redação DOT | Oct 1, 2026, 2:35:16 PM

“Seja protagonista da sua aprendizagem.” A frase se tornou quase um mantra no desenvolvimento profissional. E existe uma razão para isso: autonomia, curiosidade e iniciativa são importantes para quem precisa continuar aprendendo em um ambiente de mudanças constantes. Mas existe um limite para essa ideia.

Durante o DOT Think 2026, Bruno Leonardo, CMO do DOT Digital Group, apresentou um dado da 1ª Pesquisa de Maturidade da Aprendizagem no Brasil que ajuda a ampliar essa discussão: o protagonismo individual, sozinho, não é suficiente para garantir uma experiência de aprendizagem madura.

Não adianta querer aprender se não existe espaço para isso

Na apresentação, Bruno mostrou uma combinação importante entre hábito individual e condições organizacionais.

Quando a pessoa tem um hábito consolidado de aprendizagem, mas a empresa não oferece tempo, a maturidade da experiência fica muito mais baixa. Quando existe o hábito e também há espaço organizacional para aprender, a situação muda.

A conclusão não é que o protagonismo perdeu importância, é justamente o contrário. O desenvolvimento individual continua sendo essencial, mas ele precisa encontrar um ambiente que permita transformar intenção em prática.

A pessoa pode querer fazer um curso, praticar uma nova habilidade ou estudar uma competência importante para sua função. Se não existe tempo protegido, apoio da liderança ou oportunidade de aplicação, a aprendizagem concorre diretamente com todas as outras demandas da rotina.

Aprender também é uma decisão organizacional

Essa discussão muda a forma como olhamos para a responsabilidade pelo desenvolvimento. O profissional tem um papel: buscar conhecimento, experimentar, praticar e manter constância. O líder também tem um papel: criar espaço, dar exemplo e incorporar o desenvolvimento às conversas e à rotina. E o RH precisa construir as condições que sustentam essa experiência.

Bruno resumiu essa relação durante o DOT Think como um tripé: o RH cria o ecossistema, a liderança cria espaço e dá exemplo, e a pessoa desenvolve hábito e constância. Quando uma dessas partes não funciona, a aprendizagem tende a perder força.

Como transformar intenção em prática?

Uma estratégia de aprendizagem madura precisa considerar o contexto em que o desenvolvimento acontece.

Isso pode significar oferecer conteúdos no momento em que são necessários, criar oportunidades de prática, personalizar trilhas, apoiar gestores ou disponibilizar recursos acessíveis durante a rotina.

Soluções como o DOTMentor IA, por exemplo, podem apoiar a aprendizagem contínua ao oferecer uma experiência de tutoria baseada nos conteúdos e nas necessidades da organização. Já o DOT Skills permite praticar situações profissionais por meio de simulações e roleplays com IA.

A tecnologia não substitui o espaço organizacional, mas pode ajudar a tornar a aprendizagem mais acessível, contínua e próxima das situações reais.

A provocação feita no DOT Think, portanto, vai além do protagonismo: não basta pedir que as pessoas aprendam, é preciso construir uma organização em que elas tenham condições reais para isso.